sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sarau Ecoetrix-Veredas Inconfidentes



Grupo itinerante de teatro anima Sarau
Direto de Santa Catarina para Varginha. Grupo Peabiru se apresenta no Ecoetrix e arranca gargalhadas da platéia com uma mistura de comédia e drama.
No último dia 25 de abril, o Parquescola Ecoetrix trouxe uma novidade para o Sarau. Os artistas catarinenses, Vitor Ribeiro e Renato Grecchi do grupo itinerante Peabiru. Na estrada desde janeiro, quando saíram de Florianópolis, os jovens já passaram por mais de 15 cidades em cinco estados. “Quando chegamos sentimos um certo estranhamento por parte da população de Varginha. Mas tive uma ótima impressão no Sarau.”, revela Grecchi. O Peabiru apresentou a peça, “Aquilo era só índio e bicho, lá no fundo do sertão.”, na geodésica do Ecoetrix. A apresentação leva a uma reflexão sobre costumes e crenças populares. Conforme reforça a coordenadora do Ecoetrix Marilaine Rabelo, “Nada melhor que a arte para ensinar a história de maneira atraente e eficaz.” Após a apresentação os artistas passaram o ‘chapéu solidário’ o grupo não cobra cachê e continua a caminhada com  a colaboração livre do público, “nossa maior dificuldade são as restrições financeiras. Mas em contrapartida a satisfação é enorme quando vemos o sorriso e o agradecimento da platéia.”, conta Ribeiro.  A caminhada dos jovens artistas pode ser conferida no blog: peabiruteatro.blogspot.com.br
Noite de atrações
A noite de sexta-feira, no Parquescola, não se resumiu a apresentação dos catarinenses. Como sempre o Ecoetrix também valoriza e destaca os artistas locais.  Diversas atrações animaram quem foi conferir o Sarau ‘Veredas Inconfidentes’.  A começar com a exposição de quadros de Kaká Chazz. O som ficou por conta de Luciano Vitor com sua apresentação acústica. Eder Oliveira também agitou a noite com seu violão.  Para fechar com maestria Tchu Lecter hipnotizou os expectadores com sua dança tribal fusion que envolve uma mistura de estilos.
Fique Ligado
A equipe do Parquescola Ecoetrix já prepara o Sarau de Maio. Mais informações sobre agenda e trabalhos do grupo pelo telefone (35) 3221-9537, ou na sede em Varginha, que fica na Rua Domingos Pereira Braga, 75, Centro. Conheça também o Parquescola em São Tomé das Letras na montanha do Canta Galo, ou pelo site: www.ecoetrix.com.br









terça-feira, 13 de maio de 2014

Bioconstruix-Arquitetura da transformação



Biocontruix

Bem vindo à Arquitetura da Transformação


Sobre nossos sonhos

Vários são os cursos de Bioconstrução no Brasil. Mais cursos que obras.

O sonho pelo qual nos empenhamos é o de uma mudança significativa na maneira de fazer arquitetura no país. Não nos permitimos resignar, pois ainda há muito a ser feito e não podemos mais admitir que o meio ambiente perca suas riquezas naturais em virtude do modo convencional de produzir o habitat.

Sonhamos que uma Arquitetura transformadora venha à tona representando mais saúde e humanização nos espaços de moradia, com o mínimo impacto ambiental. Para isso acontecer, apenas a difusão de técnicas não é suficiente. A sociedade não mudará sua forma de construir apenas porque algumas pessoas sabem construir diferente, pois formas de construir são expressões de um modo de pensar, de ser, de visão de mundo, sistema de crenças e valores. Mesmo hoje, com milhares de pessoas que já fizeram cursos de Bioconstrução no Brasil, o que vemos por aí é muita resistência na maneira de pensar e fazer a arquitetura, caindo na maioria das vezes no convencional: não ecológico e não saudável.

Técnicas e materiais de Bioconstrução não são apenas coisas a serem escolhidas numa estante de loja de materiais: elas são formas de pensar diferente o habitar, pressupõe novas maneiras de diálogo com a vida, pressupõe valores de colaboração e compromisso grupal. Estes são os princípios a serem explorados no caminho da manifestação da arquitetura ecológica no Brasil.

O que o momento nos pede?

É necessário pessoas! Pessoas pensando diferente! Que entendam, sintam e assumam o compromisso de promover uma mudança na forma de produzir o habitat. Que disponham suas habilidades pessoais para propor ao mundo não apenas formas diferentes de construir, mas novas geometrias relacionais, novas maneiras de ser e encarar a evolução necessária.

Qualquer interessado em técnicas tem a disposição na internet incontáveis sites repassando informações e ensinamentos. Foi assim que grande parte dos profissionais da Bioconstrução no Brasil, que hoje atuam em cursos e etc., aprendeu. Contudo é preciso ir além da técnica pela técnica, pois do contrário, levamos para o mundo uma proposta rasa e sem fundamento que confrontada com o convencional pode gerar resistências, boicotes e auto-sabotagem, por quê?

Aqui nós queremos e precisamos de algo a mais! O sonho de uma arquitetura ecológica no Brasil tem mais de 30 anos, mas seu impacto na maneira efetiva de realização arquitetônica tem sido pouco significativo, embora existam ótimos projetos, a manifestação ainda é tímida.

É preciso desvelo para provocar primeiro em nós mesmos um pensamento integrado, orgânico. A arquitetura não vai mudar apenas pela mudança da técnica. Ao cabedal técnico deve se unir mais inteligências: a maneira de pensar e criar projetos deve ser diferente, a maneira de gestar a construção e organizar pessoas também. Além disso, nossa grande inquietação: A mudança deve ser bem mais ampla e ao mesmo tempo mais profunda, como engendra-la?
Ponto de partida humano

Note, não somos feitos apenas de certezas e saberes técnicos, é nossa incompletude que nos move. No Bioconstruix compartilharemos as nossas certezas e incertezas, pois sabemos que a realização da tarefa maior depende de muito mais pessoas, de muitas outras habilidades. Decidimos apostar em um curso que não apenas forneça conhecimentos, mas que também esteja aberto aos conhecimentos e maneiras de ser e fazer das pessoas que se juntarem ao curso. Um exercício sinérgico a fim de enriquecer a Bioconstrução e a Arquitetura Ecológica no Brasil.
 Facilitadores-
1-Gugu Costa, arquiteto - projetos sustentável, bioescultura e sistema
            cobra
2-Seba Martins, bioconstrutor - Hiper adobe e calfitice
3-Sandra Ferreira, mosaicista - Arte e revestimentos em mosaico
4-Eliézio Souza e Luis Halat, bambuzeiros - Construção com bambu
5-Samuel Protetti,  eng. Ambiental  - Taipa de pilão
6-Carlos Rabana, bioconstrutor -  Geodésicas
7-Fernando - Arte em ferrocimento (a confirmar)

Investimento-

VALOR CONSCIENTE -     R$ 800,00 -
VALOR SOLIDÁRIO-        R$ 750,00 - Valor até o dia 5 de junho -

Inclui nesse valor
4 refeições saudáveis
Camping com banho quente
9 dias de aprendizado
material teórico disponibilizado após o curso
Certificado digital.

As inscrições estão abertas
Informações:
Contatos: 35 3221-9537
35 8708-2042 (Marilaine)
35 8804-0923 (Aída)
ecoetrix@hotmail.com

sábado, 3 de maio de 2014

PDC-Design em Permacultura



Parquescola Ecoetrix promove:
Data-19 a 26 de Julho de 2014
Local-Parque de Permacultura Ecoetrix-Varginha-MG
Facilitadores-Marcos Ninguém e Peter Webb
As inscrições estão abertas
Investimento-
VALOR CONSCIENTE-R$750,00
VALOR SOLIDÁRIO 700,00 até o dia 5 de junho -

Permacultura-
Permacultura é um sistema de "design" para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza. A Permacultura foi desenvolvida no início dos anos 1970 na Austrália por Bill Mollison (Mollison ganhou no ano 2000 o prêmio “Nobel Alternativo” (Prémio Nobel Alternativo, em inglês Right Livelihood Award (“Prêmio da Sustentabilidade”) - a afamada medalha VAVILOV da academia Soviética de Ciências e recentemente foi declarado o Ecologista do Século na Austrália) e David Holmgren, unindo culturas ancestrais sobreviventes com os conhecimentos da ciência moderna. A palavra originou-se da expressão "permanent agriculture", porém hoje, devido a sua maior abrangência, a expressão inicial foi substituída por "cultura permanente".
A permacultura não se enquadra em nenhuma disciplina, sendo na prática um arcabouço de conhecimento transdisciplinar, abrangendo desde agricultura, arquitetura, design, ciências naturais, economia solidária, etc... A Permacultura trata de elementos como plantas, animais, edificações e infra-estruturas (água, energia, comunicações), bem como, dos relacionamentos que podemos criar entre eles conforme sua composição em um terreno, ou seja, podemos dizer que o objeto de estudo desta ciência é o planejamento e coeficiente de ambientes humanos sustentáveis. O permacultor é um designer que projeto cidades sustentáveis, bairros ecológicos, condomínios ecológicos, ecovilas, escolas sustentáveis e casas ecológicas.

Serão feitas ações inaugurando o Parque Ecoetrix de Permacultura
em Varginha.

Informações:
Contatos: 35 3221-9537
35-87082042(Marilaine)
35-88040923(Aída)
parquescolaurbano@hotmail.com

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quem é Varginha?




Foto do site Observatório do esporte

130 anos e cerca de 130 mil habitantes, o binômio idade-população aponta um desafio: quem é Varginha? Se quisermos uma resposta fiel à pergunta é preciso reconhecer sua complexidade. O que tem em comum uma família varginhense do bairro São Geraldo com uma família do bairro Santana? Qual é o principal cartão postal da cidade? Sua atividade econômica predominante? A essência do turismo municipal? Sua principal influência regional? O ponto forte da arte local? São perguntas que, mesmo aparentemente simples, poderiam causar embaraço tanto a suposta família do bairro São Geraldo quanto à do bairro Santana. Por quê?

Se olharmos a cronografia histórica de Varginha é fácil identificar, sem dificuldades, que desde sempre a cidade se inclinou ao crescimento. Sendo assim, é mister o questionamento: se o crescimento era evidente porque não nos preparamos? Hoje temos desafios poderosos, muitos dos quais não temos estrutura para enfrentar. É o caso do trânsito que atualmente passa por readaptações. Uma questão envolvida com todas as anteriores, capaz de ajudar a compreendê-las: existe uma cultura genuinamente varginhense? Qual é? Varginha tem um estádio municipal compatível com grandes eventos, esportivos e diversos, contudo não é utilizado em seu pleno potencial. Varginha contou com um cinema que seria destaque em qualquer lugar do mundo, há muito está fechado. Varginha tem um dos maiores parques florestais urbanos do país, fechado. Varginha tem um contingente de praças considerável, muitas abandonadas. Existe em Varginha uma concha acústica que acompanha o maior e mais belo conjunto de praças centrais do sul de minas, pouco utilizada. Isso só para ficar no que existe, pois se entrarmos nas obras não concluídas teríamos mais exemplos. Por trás de obras monumentais e simbólicas uma característica comum da cultura política da cidade: falta de planejamento integrado. Pensar que um estádio envolve agremiações esportivas, associações comerciais, secretaria de turismo, esporte, promoção social, educação, cultura e outras, pressupõe envolver um conjunto de iniciativas capazes de mobilizar o orgulho e utilização coletiva do bem público. Nesta lógica, a mesma fórmula se aplica aos outros exemplos.

Aí se descortina a arquitetura cultural fragmentada da cidade que desconsiderou seu próprio crescimento e hoje se mostra estagnada em um ponto intermediário entre um passado saudoso e um futuro desajustado. Não se trata de promover uma caça às bruxas, apontando este ou aquele como responsável pela condição de desinteresse coletivo observado na população. É hora de pensarmos coletivamente a fim de explorar todas as possibilidades de afirmação de uma cidade que almeja um futuro sustentável e de bem estar social. A vontade coletiva, o senso de pertencimento, a efetiva participação está condicionada a uma comunicação direta, sem discursos de palanque e falácias eleitoreiras. Existe claramente uma demanda de se pensar a cidade através da própria cidade: seus habitantes.

Quando você pensa em Varginha qual é a primeira imagem que lhe surge na cabeça? Se a resposta lhe sugerir um problema, é porque precisamos discutir soluções. É para estas soluções que precisamos de um debate aberto e abrangente, envolvendo toda sociedade civil em seus múltiplos desdobramentos. O Ecoetrix Parquescola está aberto ao diálogo e se posiciona pretensiosamente como um centro sociocultural acessível e disposto a crescer com e para Varginha, com e para as famílias do bairro São Geraldo e Santana, bem como todas as famílias Varginhenses. Quem é Varginha? Precisamos descobrir. 

Texto-Wender Reis, 25 – Pedagogo do Ecoetrix Parquescola