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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Oficina estimula jovens a revitalizar escola em Varginha


Ação transformou parte de um muro da escola
Na quarta-feira (17), uma ação educativa do Ecoetrix Parquescola proporcionou uma nova descoberta a dezenas de estudantes. Os jovens participaram de uma Oficina de Tinta de Tinta Sustentável desenvolvida na Escola Estadual Professor Antonio Corrêa de Carvalho, que fica no Jardim Mont Serrat em Varginha.

A proposta da vivência desenvolvida pelo coordenador de projetos do Ecoetrix Wender Reis além de conscientizar os alunos do Ensino Médio sobre alternativas mais naturais estimulou os jovens a se tornarem agentes ativos na conservação do espaço que desfrutam na comunidade. “Tivemos a semana do meio ambiente então nossa intenção foi despertar nos jovens a busca por alternativas sustentáveis, como essa tinta de terra que pode substituir a tinta comum, sem agredir o meio ambiente e ainda cuidar e zelar do ambiente que frequentam diariamente.”, explica Reis.

'Com a mão na Terra'
Estudantes participaram de todo o processo...
Depois de misturar os ingredientes que deram o tom da tinta orgânica os jovens foram responsáveis por revitalizar parte da pintura do prédio que abriga a escola. Todo o processo motivou o estudante Guilherme Souza, "foi muito legal nós mesmos criarmos essa tinta sustentável, hoje pintamos um muro, em outro dia poderemos pintar a escola inteira, assim quem sabe onde poderemos chegar?", instiga.


A Oficina de Tinta Sustentável aconteceu como parte do Projeto Interdisciplinar ‘Do Lixo ao Luxo’, desenvolvido pela direção da escola.  A intenção do projeto foi despertar nos jovens um maior interesse quanto às questões ambientais conforme revela a professora Eliane Carvalho “mostramos para eles (os alunos) que podem usar os recursos que disponibilizamos com consciência dizendo não ao desperdício.”, finaliza.

...da mistura ao acabamento




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Prática educativa questiona o sistema e compartilha suas experiências


A disposição em promover transformações sociais encontrou eco e representação nas atividades realizadas pelo Ecoetrix. Em razão disso, no processo de organização de sua Escola Orgânica, o Parquescola enviou três de seus educadores para uma semana de vivencias no Projeto Âncora, de Cotia SP, espécie de representante da Escola da Ponte no Brasil.

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*Por Wender Reis

Um ideal de escola em busca de uma escola ideal (vírgula), para a sua região, para o seu contexto, para as pessoas que dela fazem parte. Quase um arquétipo junguiano, o Projeto Âncora, de Cotia, São Paulo, sugere a escola dos sonhos de adultos que, como eu, passaram a vida escolar sentados em carteiras, assistindo aulas, na maior parte das vezes, desinteressantes. Com uma proposta que rompe com o modelo de ensino convencional, sem quadro negro, uniforme e, menos ainda, aulas expositivas, o Âncora vem provando que o á-bê-cê estéril da organização escolar brasileira pode ser diversificado com boas doses de coragem,combinadas em uma receita de escola interminável. 



Núcleo de Iniciação - Crianças em idade de Educação Infantil em seu primeiro contato com a metodologia proposta



Para conviver e sentir essa escola na prática, três educadores do Ecoetrix Parquescola, incluindo a mim, vivenciaram o Âncora por uma semana. A experiência idealizada pela Campanha de Financiamento Coletivo que, entre outros objetivos, teve o propósito de realizar uma “Vivência Transformacional” na escola, segue descrita neste artigo, não como um diário, e sim um diálogo entre impressões.


Um laboratório disposto a acolher intrometidos. É o que se propõe a fazer o Âncora. Alojados por uma semana, o nosso roteiro diário de experiências nos encaminhou para o ponto de partida: a necessidade de criar escolas vivas. Nossa incursão encontrou pares que, como nós, queriam participar na prática do acontecimento de uma escola nova. Ao todo, éramos 6 que, além de experiências e inclinações similares, compartilhamos o desejo por uma educação mais plural e participativa.






Grupo de educandos e educadores realizam pesquisa de campo em uma comunidade próxima 



Nossa primeira experiência formal com a escola foi, não por acaso, um passeio guiado por duas alunas, I e G, que nos apresentaram a estrutura física do projeto. Nossa ansiedade fez parecer que as primeiras horas ali já seriam as últimas, de tantas perguntas que dirigimos as duas. Desde o início, busquei colocar questões de cunho subjetivo, pois sempre me interessou mais entender como se sentem as pessoas que vivem e promovem diariamente aquela escola em detrimento de como se organizam com seus horários, suas salas, programas e conceitos. Cabe dizer que a sua estrutura física faz inveja a muitas escolas particulares que operam na lógica do mercado por aí. O Âncora também é uma escola particular, mas de utilidade pública, portanto, gratuita, lutou e ainda luta por sua autonomia, estrutural, curricular, regimental e etc. Como ter autoridade sobre suas decisões com o mínimo de interferências externas e o máximo de autogoverno? Vejo essa questão como o ponto central de toda nossa experiência. Como entender? Como promover? Quais as implicações? Enfim. A razão principal de estarmos ali.

Se, enquanto instituição, defendemos valores como solidariedade, colaboração, responsabilidade, é caro aos nossos objetivos uma reflexão permanente sobre a nossa prática. Se é uma expectativa nossa ter uma escola com um currículo personalizado, que respeite e atenda às necessidades individuais de cada estudante, é nosso dever atuar mutuamente com quem se submete aos mesmos valores e objetivos. Logo em nosso primeiro dia acompanhamos, entre outras coisas, uma pesquisa de campo. Em virtude do projeto de um grupo de alunos que querem encontrar soluções para o tratamento da água na comunidade do Recanto Suave, inclusive, favela onde moram alguns, saímos a pé acompanhando a expedição do grupo e do mediador pelo bairro. Visualizamos barracos que desafiam a engenharia, acompanhamos o fluxo poluído do córrego de um rio que é a rede de esgoto de centenas de famílias e falamos com moradores. Uma experiência, sem dúvida, muito rica, para todo mundo. Na volta, passando por um caminho diferente, uma placa do governo federal informa o quê, para quem e quanto irá custar uma obra, até então somente intencionada, de uma unidade do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) na comunidade. Trata-se de um depósito abandonado. Com os portões abertos, o mediador, um ou outro aluno e nós, entramos no espaço que guardava vários entulhos de móveis, aparentemente da prefeitura de Cotia, com muitos pontos de água acumulada, naturalmente, possíveis focos de dengue, vide a epidemia da qual sofre todo o estado de São Paulo, especialmente no mês de março. Logo mais a frente, um condomínio, concluído e abrigando moradores de classe média alta estampa em sua entrada uma placa similar a encontrada na comunidade pobre vizinha. Obra financiada pelo mesmo governo. Para nós, adultos, o impacto é claro e notório instantaneamente. O mediador propõe uma reflexão com os alunos em frente ao condomínio para não deixar a oportunidade passar despercebida. Inquietos, queremos questioná-los, chamar atenção para a desigualdade explicita, encaminhar a discussão para conclusões que apontem para o fato de termos governos, em todas as esferas, que se personalizam. Paira, de certa forma, uma ponta de frustração com algumas respostas obtidas. Esta ali um dilema: questionar sem impor sua opinião ou valor. Uma entre várias implicações da autonomia que queremos disseminar.

Observar o Âncora na busca de exercer a autonomia que defende em seu PPP é mais que, por exemplo, em uma padaria, ver a cozinha através de um vidro transparente, é juntar a cozinha, balcão e clientela ou ao menos tentar. Pois quanto mais organizada uma estrutura, maiores as chances de sustentar seus objetivos. A rigor da lei, embora essa expressão seja ambígua no Brasil, as escolas têm autonomia, mas sua garantia está longe de sugerir autogestão. Ainda falta muita informação por parte das pessoas que devem exercê-la, o que confirma e faz manter a tradição centralista da educação do nosso país. Afinal, autonomia não é um conceito de fácil significação e sua subjetividade exige dos gestores muita discussão e prática para lhe dar vida. O que é percebido nas assembleias constantemente realizadas pelo Âncora. Acompanhamos, logo no primeiro dia, a assembléia de educadores, que lá são entendidos como todo o corpo de colaboradores da escola, desde os serviços gerais aos diretores da ONG mantenedora. Ver explicitadas as demandas estruturais do projeto, as relações interpessoais e a busca por uma gestão horizontal, fator essencial para autonomia escolar foi sugestivo e inspirador. Em suma, é preciso mais gente decidindo e exercendo responsabilidade nos caminhos escolhidos pelas escolas. Autonomia escolar é consequência de empoderamento comunitário, necessariamente.




Aprendizes em oficina de musicalização, a arte como aliada no processo de aprendizado.


E é a fim de estimular essa consciência nos estudantes que o roteiro de estudos, instrumento pedagógico bem conhecido por quem já está familiarizado com a Escola da Ponte em Portugal, parte do interesse do aluno que, na sua condição de aprendiz, é responsável, com o auxílio de um tutor, por gerenciar o seu tempo e atividades. A capacidade de organizar, operar, analisar, construir e propor são competências pelas quais são avaliados diariamente. As mesmas competências, que levadas ao nosso alojamento, provam que nós, figurando como pretendidos educadores, estamos faltosos. Não nos organizamos, por exemplo, quanto à limpeza do espaço onde estivemos abrigados. Nosso banheiro quase se equiparou ao de uma rodoviária mal administrada. Faltou-nos diálogo, para dizer o mínimo. Do alojamento para fora o que se viu durante os dias foi uma escola em construção, uma cultura de democracia e cooperação sendo estabelecida, sem filas, uniformes, civismo hermético ou gritarias de parte a parte ensurdecendo os interlocutores, como é comum em escolas convencionais. Não é gritando mais alto que se pede silêncio no Âncora, é com um gesto humilde de levantar a mão, em silêncio. Propostas simples, não fáceis, que mostram toda a sua riqueza ao sair do papel e se tornar prática diária. Tudo em nome do respeito mútuo, valor estrutural do projeto que tira muitas de suas lições da Escola da Ponte. Respeito que é essencial para a convivência em qualquer espaço, seja em casa, na escola, em comunidade e etc. Conviver, sem o perdão da expressão, é foda. Presenciamos debates em grupos de alunos, de educadores, onde divergências foram explicitadas, mas com o respeito pela manifestação da singularidade do outro.

Assembléia de alunos espaço no qual todos podem se expressar


Usar o conhecimento como objeto de partilha e não como instrumento de dominação é um horizonte que perpassa todos os núcleos da escola. Não existem tios, donas, professores. Todos se tratam pelos seus nomes. A responsabilidade é do aprendiz, do educador, dos pais, e assim, o ideal instituído em lei, vai tomando corpo e vida dia após dia. Responsabilidade também é um assunto foda. Quando um grupo de alunos se junta para um projeto que busca soluções para o problema do saneamento e fornecimento de água em seu bairro, eles caminham no sentido do empoderamento da situação, responsabilizando-se por aquilo que é um incômodo. Eis aí mais uma inspiração, pois em nosso alojamento, mesmo cercados de alertas, sou justo em admitir que o consumo de água, em nossos banhos, principalmente, foi além do necessário. E foi justamente o necessário, o ponto em um diálogo entre mim e um aluno. Em determinado momento de nossa conversa, questionei *I sobre o que seria necessário para ser um estudante do Âncora. “Acho que ele precisa ser ele mesmo, sei lá”. Vou me abster de tentar interpretar seu aforismo. Continuando a conversa, perguntei se estava feliz naquela escola, e ao me dizer que não, lamentou ter tanta responsabilidade sobre o seu aprendizado. “Acho que não estou aprendendo muita coisa, o problema é que aqui a gente é que escolhe... em outra escola, pelo menos, tem aulas, professores, sei lá”. É pertinente dizer que *I é filho de uma professora com um policial militar. Antes de uma análise mais cuidadosa do seu caso que, obviamente, não será feita por mim, vale dizer que a desmotivação de *I contrapõe o meu arquétipo junguiano. Cabe também meu pedido de desculpa a seus tutores e educadores, pois sei que o aluno em questão é acompanhado, mas é valida a menção. Tive contato com vários outros alunos, procurei falar bastante com eles, e a desmotivação de *I foi uma exceção. Se for um fato, o que saltou a minha percepção, de que os estudantes, filhos de educadores, são os mais desembaraçados, vale uma reflexão sobre. Fica como proposta.



Momento de reflexão sobre contrastes sociais.


Seria um engano pensar que fomos até o Âncora aspirando nos tornar franqueados do projeto. Constantemente alerta o prof. José Pacheco de que não se trata de fornecer receitas, mas compartilhar possibilidades. Assim como a experiência de um educador deve, por via de regra, servir para enriquecer a dos seus educandos, não para se sobrepor a deles, a experiência obtida no Âncora vem enriquecer a nossa. Não caberia em um artigo a dimensão real de tudo que ocorreu, mas é sempre válido o esforço. O que trazemos de volta é a transitoriedade das relações dialéticas entre as estruturas objetivas e subjetivas, em especial, as pessoas e o currículo, que ainda é uma referência da qual nenhuma escola, incluindo o Âncora, pode desconsiderar. Agora, com mais ingredientes para nossas reflexões e proposições sobre como garantir que as crianças aprendam e trabalhem a criatividade, o espírito crítico, a cidadania, a liberdade, a responsabilidade e as suas autonomias.


Reis (sexto da esq. p/ direita) foi um dos representantes do Ecoetrix que passou cinco dias em Cotia/SP


*Entre 23 e 26/03 o educador vivenciou a transformação proposta pelo Projeto Âncora em Cotia/SP



quarta-feira, 25 de março de 2015

Experiências compartilhadas aprendizado intenso

Durante uma semana três educadores, enviados pelo Ecoetrix Parquescola, vão aprimorar seus conhecimentos sobre educação participativa e comunitária vivenciando na pratica as atividades propostas no Projeto Âncora em Cotia/SP 

Estudantes proporcionam vivência diferenciada aos educadores
O que Varginha, São Tomé das Letras e Rio de Janeiro têm em comum? Educadores dispostos a inovar e despertar o interesse nos alunos. Nesta segunda-feira (23) o Ecoetrix Parquescola enviou três de seus colaboradores para uma semana de transformação vivencial no Projeto Âncora, em Cotia/SP. Orientados pelo professor José Pacheco e sua equipe Wender Reis (Varginha) Alessandra Lopes Calvão (Rio de Janeiro) e Lúcia ‘Luz de Deus’ (São Tomé das Letras) vão adentrar ao universo da educação participativa.

Conhecer a realidade de uma  favela fez parte do roteiro 
Essa vivência pautará as ações dos profissionais, junto aos educandos estimulando um processo de aprendizado investigativo e autônomo. O pedagogo Wender Reis conta que a experiência tem sido proveitosa, “o primeiro dia foi bem intenso, participamos de tutorias, reunião de educadores, conversamos com alunos também fomos a uma favela para uma pesquisa de campo, de um dos grupos. Por fim, participamos da Assembléia Geral dos educadores. Estou Aprendendo.”


Escola Orgânica

A experiência dos educadores deve encerrar-se na próxima sexta-feira (27).  Marilaine Rabelo coordenadora do Ecoetrix conta que, “assim que eles retornarem vão compartilhar o conhecimento adquirido com outros educadores para no futuro implantarmos uma Escola Orgânica na região.”, define. A escola que Rabelo se refere será fruto de uma parceria entre o Ecoetrix Parquescola e a Associação Oficina do Ser. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

TEATRIX

Mostra Alternativa promove inclusão cultural

Arte na praça e no palco. Projeto Teatrix teve como maior objetivo aproximar o teatro da população varginhense.

Serie de espetáculos começou as 10h com o grupo Passarim
Cultura ao alcance de todos. Despertar os varginhenses para a vocação teatral. Esse foi um dos objetivos da 2° Mostra de Teatro Alternativo de Varginha. Realizada no ultimo sábado (06), a mostra trouxe grupos das cidades de Guaxupé e Alfenas para se apresentarem ao ar livre. Os espetáculos iniciaram a partir das 10h na praça do E.T com o grupo‘Passarim’ de Guaxupé. Durante a manhã o público infantil pode prestigiar as montagens ‘Senhorita Fu e a Cigarra’ e ‘Dois Gigantes Diferentes’. Por volta das 19h entrou em cena a turma do ‘Mundo de Teatro’, de Alfenas, para apresentar a peça ‘Cara...Vela’. “Ao levar as peças para uma praça tivemos a intenção de aproximar os varginhenses da arte, facilitar o acesso foi uma das formas encontradas e nada mais espontâneo que o contato do artista com o público em uma apresentação ao ar livre.”,revela o organizador Wender Reis. Para finalizar esta edição da Mostra de Teatro Alternativa, as apresentações deixaram as ruas para às 20h30 tomarem conta do teatro Capitólio, com a encenação do espetáculo ‘720 Gramas de Histórias’, pelo grupo varginhense Teatrix.
Direto de Alfenas para a praça do E.T o grupo Mundo de Teatro

Teatro em Varginha


O Teatrix é um grupo local idealizado no EcoetrixParquescola. A peça ‘720 Gramas de Histórias’ teve o roteiro criado pelos próprios integrantes.  Da criação à apresentação foram pouco mais de seis meses. O grupo contou com a supervisão artística da atriz e professora Francielle Vieira. Confira no bate papo abaixo quais foram os maiores desafios do grupo até o momento.

Ecoetrix- 720 Gramas de Histórias, como foi à concepção e desenvolvimento dessa história? 
Francielle Vieira -Essa história expressa muitos dos sentimentos que tínhamos na formação do nosso grupo. Portanto, quando optamos por produzir uma peça autoral, isso contaminou naturalmente a nossa montagem e todo o seu desenvolvimento. Somos um grupo de teatro narrando as principais angústias de um grupo de teatro. Claro, que de uma maneira bem dramática e intensa. 

E- Não vamos falar de obstáculos, mas sim de aprendizado. A ‘720 Gramas’ trata de questões pessoais e mostra estereótipos que encontramos no dia a dia. Como o prepotente Pedro e a sonhadora Laura. Tendo em vista este cenário qual foi o maior aprendizado para o grupo no geral?

F.V-Como nosso roteiro aborda questões bem humanas, o tempo todo fomos desafiados pela proximidade do texto com a gente. Isso provocou muitos questionamentos, mas de maneira bem objetiva, a parte relacional interna do grupo foi nosso maior ganho. Hoje estamos bem mais maduros e preparados pra novos desafios artísticos.

E- Varginha é uma cidade que não é tradicionalmente citada como ponto de encontro cultural. Em sua opinião isso se deve a falta de interesse da população ou a omissão do poder publico? 

F.V- Em se tratando de cultura, a gente sabe que é bem complexo isso, pois envolve tradições, questões socioeconômica, etc. Talvez o que nos falte aqui em Varginha, é uma gestão de cultura no município que não se restrinja apenas ao poder público, pra isso é importante que o próprio poder público não se entenda como detentor de todas as iniciativas. Iniciativas de promoção e democratização de acesso a cultura existem, precisam ser valorizadas e expandidas.

Contato Teatrix

Para mais informações sobre o grupo Teatrix basta entrar em contato pelo telefone (35) 3221-953 ou procurar pela sede do EcoetrixParquescola, que fica na Rua Domingos Pereira Braga, 75, Centro.  

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quem é Varginha?




Foto do site Observatório do esporte

130 anos e cerca de 130 mil habitantes, o binômio idade-população aponta um desafio: quem é Varginha? Se quisermos uma resposta fiel à pergunta é preciso reconhecer sua complexidade. O que tem em comum uma família varginhense do bairro São Geraldo com uma família do bairro Santana? Qual é o principal cartão postal da cidade? Sua atividade econômica predominante? A essência do turismo municipal? Sua principal influência regional? O ponto forte da arte local? São perguntas que, mesmo aparentemente simples, poderiam causar embaraço tanto a suposta família do bairro São Geraldo quanto à do bairro Santana. Por quê?

Se olharmos a cronografia histórica de Varginha é fácil identificar, sem dificuldades, que desde sempre a cidade se inclinou ao crescimento. Sendo assim, é mister o questionamento: se o crescimento era evidente porque não nos preparamos? Hoje temos desafios poderosos, muitos dos quais não temos estrutura para enfrentar. É o caso do trânsito que atualmente passa por readaptações. Uma questão envolvida com todas as anteriores, capaz de ajudar a compreendê-las: existe uma cultura genuinamente varginhense? Qual é? Varginha tem um estádio municipal compatível com grandes eventos, esportivos e diversos, contudo não é utilizado em seu pleno potencial. Varginha contou com um cinema que seria destaque em qualquer lugar do mundo, há muito está fechado. Varginha tem um dos maiores parques florestais urbanos do país, fechado. Varginha tem um contingente de praças considerável, muitas abandonadas. Existe em Varginha uma concha acústica que acompanha o maior e mais belo conjunto de praças centrais do sul de minas, pouco utilizada. Isso só para ficar no que existe, pois se entrarmos nas obras não concluídas teríamos mais exemplos. Por trás de obras monumentais e simbólicas uma característica comum da cultura política da cidade: falta de planejamento integrado. Pensar que um estádio envolve agremiações esportivas, associações comerciais, secretaria de turismo, esporte, promoção social, educação, cultura e outras, pressupõe envolver um conjunto de iniciativas capazes de mobilizar o orgulho e utilização coletiva do bem público. Nesta lógica, a mesma fórmula se aplica aos outros exemplos.

Aí se descortina a arquitetura cultural fragmentada da cidade que desconsiderou seu próprio crescimento e hoje se mostra estagnada em um ponto intermediário entre um passado saudoso e um futuro desajustado. Não se trata de promover uma caça às bruxas, apontando este ou aquele como responsável pela condição de desinteresse coletivo observado na população. É hora de pensarmos coletivamente a fim de explorar todas as possibilidades de afirmação de uma cidade que almeja um futuro sustentável e de bem estar social. A vontade coletiva, o senso de pertencimento, a efetiva participação está condicionada a uma comunicação direta, sem discursos de palanque e falácias eleitoreiras. Existe claramente uma demanda de se pensar a cidade através da própria cidade: seus habitantes.

Quando você pensa em Varginha qual é a primeira imagem que lhe surge na cabeça? Se a resposta lhe sugerir um problema, é porque precisamos discutir soluções. É para estas soluções que precisamos de um debate aberto e abrangente, envolvendo toda sociedade civil em seus múltiplos desdobramentos. O Ecoetrix Parquescola está aberto ao diálogo e se posiciona pretensiosamente como um centro sociocultural acessível e disposto a crescer com e para Varginha, com e para as famílias do bairro São Geraldo e Santana, bem como todas as famílias Varginhenses. Quem é Varginha? Precisamos descobrir. 

Texto-Wender Reis, 25 – Pedagogo do Ecoetrix Parquescola

sábado, 1 de março de 2014

Parquescola Ecoetrix promove acessibilidade literária


Em sua mais nova empreitada cultural o Parquescola Ecoetrix lança o projeto, ‘Sociedade da Palavra’.  A ação tem como objetivo tornar o universo literário mais acessível à população em geral. Mediadas pelo pedagogo Wender Reis as reuniões serão realizadas todas as segundas-feiras a partir das 19h. Quem quiser participar deve ligar no Parquescola no telefone (35) 3221-9537 ou procurar a sede do grupo que fica na Rua Domingos Pereira Braga, 75, Centro.  A seguir o mediador do ‘Sociedade da Palavra’, Wender Reis, esclarece algumas questões sobre a iniciativa.
1-      Sociedade da Palavra, como funciona e o que motivou este projeto? 
Wender Reis - O projeto foi concebido para ser um grupo de garimpagem literária, que não se confundisse com grupo de estudos. A ideia é fazer um vôo para além dos livros, compartilhando impressões e expressões para compor uma teia de reflexões acerca da experiência de cada um com a leitura. Trabalharemos com leituras dirigidas, leituras dramatizadas, fóruns literários e workshops. O que motiva essa iniciativa é popularizar a literatura, aproximando o universo cotidiano do mundo literário. 
2-      A quem se destina o projeto?  
W.R - Não existem restrições com relação aos participantes.  Convidamos jovens e adultos, homens e mulheres, pessoas de todas as idades e classes sociais para fazerem parte do ‘Sociedade da Palavra’.  Quem tiver interesse pode participar. 
3-      Que recado você daria para quem quiser participar do projeto? 
W.R - Chega de pensar que literatura é um ‘Bicho de Sete Cabeças’, que é  restrita a escritores isolados no mundo acadêmico. Não. O lugar da arte literária não é somente nas academias literárias, bibliotecas ou nas questões dos vestibulares. A arte literária deve estar na praça, no quintal de casa, no carrinho de supermercado, em todo lugar, basta que nossa percepção esteja sensível a ela. O ‘Sociedade da Palavra’ é uma oportunidade para desenvolver essa percepção. 
4-      Qual a intenção em popularizar a literatura? 
W.R - Para torná-la uma arte comum ao povo. Ao contrário de outras artes como música, cinema e dança que são amplamente difundidas. A literatura recebe uma aura distante e inacessível, alimentando o mito de ser uma arte para intelectuais e eruditos. Não. A literatura é mais próxima da vida do que supomos, o desafio é mostrar isso.  
 5-      Como você vislumbra o futuro do Sociedade da Palavra? 
W.R - Vislumbro um projeto servindo de 
exemplo para outras iniciativas com objetivos comuns aos nossos, ou seja, que incentivem o amor pela leitura









                                                                         






                                      Pessoas de todas as idades e classes sociais estão
                                       convidadas à participar do "Sociedade da Palavra"
                                                                     
                                     Mediado pelo pedagogo Wender Reis os debates serão
                                                realizados todas às terças da 19:00 às 20:00h
                                                      Iniciativa do Parquescola Ecoetrix
                                               pretende estreitar os laços da população com o
                                                                    universo literário